História

A Mitologia Africana, com seus Deuses Negros explicam a origem de uma Raça que habitou o berço na História da Humanidade.
Da África, foram arrancados milhões de homens, mulheres e crianças, trazidos para o trabalho escravo nas lavouras do interior do país. Ainda que o peso chibata se fizesse sentir a todo instante, eles nunca esqueceram de suas origens, identidade cultural, religiosidade tão marcada em seus rostos e tão encrustada em seus corações.
Com consciência, diplomacia, inteligência e fé em seus sagrados Orixás, eles reuniram todos os elementos necessários para garantir ânimo e auto-estima ao seu povo. Ao terminarem suas tarefas na lavoura, iniciavam suas rezas aos Deuses da Natureza. Como a Religião aqui predominante era a Católica, os senhores de engenho julgavam aquelas práticas como "arte do demônio", passando então, a perseguir aqueles que professassem tais rituais. Não era possível a extinção do culto, mas também não estava sendo possível resistir aos castigos impostos. Então, iluminados pelos Orixás, os negros tiveram uma idéia: ao fazerem suas reuniões para as rezas e invocação dos seus Orixás, deixavam um sentinela que avisava da chegada dos senhores de engenho. Rapidamente abaixavam a cortina e somente ficava à vista, diversas imagens de Santos Católicos espalhadas pelo altar. Quando os senhores de engenho chegavam, encontravam os negros rezando baixinho, de forma a não serem escutados. Com isso, os "sabidos senhores" foram iludidos e até hoje os Orixás são louvados, graças a astúcia inteligente surgida da suposta ignorância dos negros. Nasceu assim o sincretismo afro-brasileiro, ou seja, a associação da Religião Africana com as imagens dos Santos Católicos.
Através de várias rotas, o Brasil foi recebendo os Cambindas do Congo, os Benguelas de Angola, os Macuás e Angicos de
Moçambique, os Minas da Costa da Guiné, os Gêges do Daomé, os Alçás do Noroeste da Nigéria e os Iorubás ou Nagôs dos Reinos de
Oió e de Kêtu.
Chegando aqui, fundaram redutos de resistência em vários estados e fixaram traços de sua cultura e religiosidade que até hoje estão
presentes na vida brasileira.
No estado do Rio de Janeiro, fixaram-se nos arredores da Praça Onze, onde nasceu o Samba Carioca.
No estado da Bahia, aportaram os grupos mais importantes e ali, nasceu a primeira Casa de Candomblé, o até hoje existente Engenho Velho (fundado por três escravas de origem nobre: Yá Detá, Yá Bihy e Yá Nassô). Do Engenho Velho, surgiu a Irmandade Cruz Santa Ylê do Opô Afonjá. Logo após, foram surgindo as demais casas: Gantois, Manuel Falefá, Olga de Alakêtu, que até nossos dias tem a pureza dos prece
itos e de todos os fundamentos Africanos.
Entre os praticantes do ritual dos Orixás, encontramos muita sabedoria, conhecimento profundo da natureza humana, noção de família e muita força espiritual, muito Axé, que é o poder dos Orixás.
Até hoje existe muita ignorância sobre o ritual e culto da natureza representados pelo contato com os Orixás.
Os Orixás constituem a força viva da natureza como o fogo, a água, o vento, o trovão, o relâmpago, a chuva, o mar, os rios, as montanhas, as matas, o ar, o sol!
Sendo a força da natureza abrangente e absoluta, não existe bem ou mal no ritual dos Orixás.
As forças da natureza são imutáveis e ignoram o conceito e preconceito humano do bem e do mal, uma idéia oportunista a todos nós mortais!





 
 
            Artesanato Afro  -  (21) 2539.8602   -  (21) 2266.3261  -  (21) 9397.4655  -  Rio de Janeiro / BRASIL
  Site Map